Por que os casais se separam? O que acontece para que o casamento acabe? Um dia eles se conhecem e o coração bate mais forte. Fazem promessas, se casam e numa determinada época se separam e vai cada um para seu lado.
Para falar de separação é interessante entender por que nos casamos.
Na nossa cultura somos educados para o casamento. Em uma determinada idade a sociedade cobra que você se case e, nesse momento, você procura a pessoa que melhor se encaixe nos seus padrões e preferências para se casar.
Geralmente vamos pela aparência, ou seja, o comportamento aparente. Depositamos no outro aquilo que queremos para nós e, com o tempo, passamos a conhecer a pessoa como realmente ela é, porque a fase do namoro não permite ver os defeitos. Passado essa fase, vem a rotina do dia a dia e aí começam a surgir os problemas, acontece a intolerância e a não aceitação dos defeitos um do outro.
A confiança no outro é um fator a ser considerado. Enquanto ser humano somos tomados de um sentimento de posse em relação aquilo que achamos que é nosso: “meu filho”, “meu marido”, “minha esposa” e, com isso, queremos que essas pessoas se comportem exatamente como nós esperamos, só que elas têm personalidade própria, são outros seres humanos.
Temos uma expectativa muito grande em relação ao comportamento, como por exemplo: “Você não chegou no horário!” (mas no horário que eu esperava; e os problemas dele eu desconsidero?)
A individualidade deve ser preservada e podemos nos considerar “uma só carne” após o casamento. Porém, com personalidade própria e ímpar.
A individualidade deve ser preservada em cada detalhe. A sua hora de banho, de dormir, de comer e até o momento em que deseja ficar a sós consigo mesmo. Muitas vezes fazemos coisas que não queremos somente para agradar o outro, mas essa prática constante tende a saturar o relacionamento e você deixa de ser autêntico e passa a viver em função do outro.
Muitas vezes o dormir em cama ou quartos separados passa a ser uma necessidade, se um ronca e o outro não, um gosta de ar condicionado e o outro não... detalhes que passam despercebidos mas que com o tempo vão se acumulando e acabam por detonar brigas intensas por motivos que são desconhecidos do casal, só sabem que brigam.
As limitações da individualidade estão presentes no simples ato de impedir que o marido pratique seu esporte preferido ou que a esposa visite as amigas ou vá passear no shopping. As proibições contribuem para a perda da individualidade.
A relação deve ser ponderada, usando o bom senso para não expor o outro a situações constrangedoras. Deve-se sair com os amigos, conhecer novas pessoas, estudar, trabalhar, para quando estiver juntos terem o que trocar um com outro além de lamentações da vida cotidiana.
A vida sexual tem fator decisivo na estabilidade do casal, principalmente se na fase do namoro o comportamento era diferente do apresentado após o casamento. No namoro há uma tendência da atividade sexual ser mais quente e constante e com a vida conjugal isso tende a esfriar.
A mulher se constrange, muitas vezes acreditando que deve ter uma postura mais séria. Se engordar um pouco, inibe-se frente ao parceiro. O homem, por sua vez, perde parte de seu romantismo, deixando de lado o jogo da conquista, se descuida da barba por fazer, da limpeza do carro para o passeio de fim de semana, como se não precisasse mais conquistar, “já é meu”.
Com o nascimento dos filhos a tendência é a situação se agravar: a mulher se torna mãe e suas atribuições no casamento aumentam, mas a freqüência não é tudo, não podemos perder de vista a qualidade.
A emancipação feminina tem seu papel na separação.
Historicamente a mulher saía da casa dos pais direto para o casamento, inclusive na separação, ela era “devolvida” para os pais. Hoje a mulher já mora sozinha mesmo antes do casamento e tem sua independência financeira.
Para alguns homens, a mulher ser bem sucedida pode incomodar, pois ele não será mais o dono da situação, ele perde o controle, como se isto fosse necessário. O homem não está preparado para ser sustentado por uma mulher, causando um sentimento de impotência.
Posso seguir páginas e páginas descrevendo situações que contribuem para o fim de um relacionamento conjugal, mas o objetivo é, neste momento, apenas elucidar as causas mais comuns.
Posso seguir páginas e páginas descrevendo situações que contribuem para o fim de um relacionamento conjugal, mas o objetivo é, neste momento, apenas elucidar as causas mais comuns.
Estou separado há quase dois meses. Saí de casa e, desde então, o contato com minha ex tem se tornado cada vez mais distante. Não sei o porquê de expor minha intimidade mas, na verdade, esse tempo de solidão me fez acreditar em uma coisa: eu ainda amo muito a mulher que um dia escolhi para se tornar minha companheira, amiga e confidente. Posso ter cometidos erros, mas sei que ela também cometeu. Pena que não os admitimos e, muito menos, tentamos consertá-los.
Meu coração, nos últimos dias, tem batido mais forte e apertado. Sinto falta da minha mulher, das minhas filhas e de minha família unida novamente. Não sei quanto tempo mais vou aguentar tudo isso. Se não restaurar meu casamento urgentemente, com certeza o mundo não vai acabar por causa disso. Mas uma coisa é certa: terei que me afastar definitivamente daqueles que eu amo para não continuar sofrendo.
Jô, perdoe-me pelas falhas, ausência e intolerância!
Eu ainda te amo muito.
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